Cárie em cães e gatos

Por ter uma cadelinha, fiz este post em homenagem a ela e a todos os animaizinhos de estimação. Resolvi falar de algo que talvez muitas pessoas não tenham conhecimento, mas muito frequente na vida dos nossos bichinhos e ás vezes nem percebemos ou deixamos passar.

Como sabemos, atualmente, os animais de estimação possuem uma relação muito próxima com os seres humanos, que por sua vez buscam em seus mascotes um alÍvio para o estresse do dia-a-dia. Essa aproximação reflete numa maior preocupação com melhor qualidade de vida. Sem dúvida, a odontologia veterinária é uma das áreas que torna possível este quadro.

Muitas são as alterações observadas na cavidade oral de cães e gatos: neoplasias, granuloma periapical, persistência de dentição decídua, hipoplasia de esmalte, fratura dentária, defeitos do palato, das glândulas salivares, da articulação têmporo-mandibular, cárie dentária, entre outras. Porém, a afecção oral mais prevalente entre os animais de estimação é a doença periodontal, que é uma doença de origem infecciosa, causada por bactérias da placa dental, seus produtos tóxicos e a resposta imune do hospedeiro a tal infecção.

É uma moléstia que acomete estruturas que suportam e protegem o dente: gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal. Os microrganismos se alojam sobre toda a superfície do dente e principalmente no sulco gengival. Com o acúmulo contínuo, há tendência à organização de seus constituintes, causando danos aos tecidos moles ou mesmo mineralizado.

Os sinais mais comuns associados à doença periodontal são a halitose, o cálculo dentário, inflamação e sangramento gengival, anorexia e emagrecimento, ptialismo (excesso de saliva), dificuldade de mastigar, mobilidade dos dentes e alterações comportamentais. Além disso, as bactérias presentes em lesões na cavidade oral podem penetrar na corrente sanguínea e se acumular em outros órgãos causando infecções graves como glomerulonefrite, hepatite, endocardite, meningite e artrites.

Para manter a saúde oral dos animais, deve-se unir dieta e higiene apropriada. A única maneira de se evitar o acúmulo de nova placa é a escovação, sendo eficaz quando realizada regularmente, no mínimo, três vezes por semana para animais de grande porte e diariamente para aqueles de pequeno porte, com sessões duradouras. Além disto, já existem no mercado produtos destinados a animais com a finalidade de se evitar a formação de placas, como biscoitos, ossos artificiais, tiras de couro, rações contendo cristais de polifosfato, entre outros. Abaixo, alguns exemplos:

(Dados retirados do artigo X Jornada de Ensino, Pesquisa e Extensão – JEPEX 2010 – UFRPE: Recife)

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